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A tecnologia mudará (de novo!) o marketing

A tecnologia mudará (de novo!) o marketing

O avanço da tecnologia vem transformando o marketing desde o século passado. Mas para entender o porquê que isto está acontecendo, e por que maiores mudanças ainda virão, é importante reconhecer que o marketing está fortemente vinculado ao estudo e conhecimento do mercado e da sociedade, ou seja, nas palavras de Kotler (2010), marketing se constitui num processo usado para determinar quais produtos ou serviços interessam aos consumidores, assim como as estratégias que serão utilizadas nas vendas, nas comunicações e no desenvolvimento do negócio, com foco em satisfazer as necessidades e desejos através da criação de valor para as pessoas.

Ora, se o marketing acompanha e estuda a sociedade e o mercado, e sendo evidente a gigantesca evolução da tecnologia nas últimas décadas, é fácil perceber a importância da mesma e de suas ferramentas para o marketing continuar criando valor as pessoas, especialmente quando estas estão mais “digitais” que “analógicas”. Basta olhar o fenômeno das conexões instantâneas através das múltiplas plataformas e aplicativos, que não só conectam pessoas, mas são uma porta de entrada direta aos clientes, gerando oportunidades quase que infinitas para as organizações (que souberem como usá-las, claro!)

E aqui está um problema.

Quais organizações estão de fato preparadas tecnologicamente para lidar com este gigantesco mercado digital que se movimenta numa velocidade exponencial?

A tecnologia sempre muda como o marketing trabalha. Só que hoje a velocidade da mudança é radicalmente maior que no século passado. Neste século encontramos organizações exponenciais, internet de todas as coisas, drones, veículos e fábricas autônomas… E também encontramos automação inteligente de marketing, computação em nuvem, big data, omni channel, experiências personalizadas de consumo no ambiente digital.

E neste contexto tecnológico o marketing luta constantemente para se adaptar. Usa (e abusa!) das ferramentas digitais para “estar” com seu cliente, esteja onde ele estiver. E este trabalho árduo, que tira o sono de muitos profissionais da área, está prestes a se (re)evolucionar novamente com o crescimento da inteligência artificial, dos robots, dos sensores inteligentes e conectados a tudo, dos chatbots que analisam dados instantaneamente e criam campanhas automáticas e personalizadas.

Portanto, para uma organização sobreviver neste século, que é o mais competitivo de toda a nossa história, requer o uso de um “marketing tecnológico” com profissionais que pensem de forma exponencial e que consigam acompanhar um mercado que se movimenta também de forma exponencial. Requer empresas e profissionais que conheçam e usem as novas tecnologias e ferramentas de forma a continuar criando valor e experiências significativas as pessoas.

*Por Roberto Herrera Arbor

* Roberto Herrera Arbo é Empresário, Professor Universitário, Empreendedor Digital, Consultor de Empresas, Palestrante, Engenheiro Eletrônico, Pós-Graduado em Engenharia da Qualidade, e Mestre em Administração e Negócios pela PUCRS. É especializado nos temas estratégia, marketing, marketing digital, negociação, empreendedorismo, competitividade e gestão de vendas, com experiência internacional nas áreas de gestão e mercado.